Daparte
 

Daparte

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Maria Augusta Fonseca Wallace Ischaber Gustavo De Freitas Amorim Stephanie Mara Arthur Viana Vaz Lécia Lasmar Carlinhos Soares


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Release da Banda

Quando você junta cinco músicos, você forma uma banda. Quando você junta cinco músicos e compositores, surge algo ainda mais interessante, como o Daparte, conjunto dos mais inventivos de Belo Horizonte que lança seu primeiro trabalho, -CHARLES-. O próprio nome da banda entrega grande parte da origem da formação -da parte- era termo utilizado pelo Clube da Esquina, o mítico movimento musical mineiro que unia sem preconceito música folclórica do Estado a jazz, Bossa Nova, MPB e Beatles. Como eram cinco com essa referência em comum e como os cinco contribuem em arranjos e composições, juntaram as duas palavras ? Daparte. Minas Gerais é uma caixa de areia musical, resume João Ferreira, vocalista e guitarrista. Nessa caixa o quinteto se juntou em 2015, pelo convite do outro guitarrista (e vocalista) Juliano Alvarenga para uma apresentação quer tinha marcado. Ele já tocava com o tecladista Bernardo Cipriano e convidou o baterista Daniel Crase para integrar o time. O Daniel chamou o baixista Tulio, e o próprio João Ferreira se convidou para fechar o quinteto. Deu liga, tanta que a prova concreta é -CHARLES-. São 10 músicas que passeiam pelas referências do grupo ? além de Clube da Esquina e Beatles, Oasis, Skank e soul e RnB e bem mais ? com inventividade e experimentalismo deliciosamente bem-vindos a um grupo que solta seu primeiro trabalho. Guarda-Chuva, música que abre o disco e é o single, representa bem a narrativa acima. Você pode classificá-la como pop rock (assim como pode classificar para melhor compreensão todo o trabalho no gênero), mas é diminuir o potencial da canção grooveada, com naipe de metais, fortes elementos soul e vocal de João. Utilizando o mesmo vocalista em outras faixas para sinalizar a diversidade musical do Daparte, em -Acidental- o grupo parte para um pop rock mais tradicional, -Homem Invisível- é uma balada roqueira na linha de Oasis, que flerta com psicodelia, e -O Inimigo- é outra mistura de gêneros em groove hipnótico com sintetizador e percussão. -A Vista-, que é a segunda na ordem do disco, é cantada pelo baixista Túlio Lima e traz alta dose funkeira. enquanto a seguinte, -Aldeia-, tem o vocal de Juliano e revela-se uma canção solar, aberta, com força em piano e violão. Lá para frente do disco Juliano volta ao vocal num rock setentista de guitarra distorcida e teclado nervoso, -Mendigo-. Túlio também volta a cantar na sequência -A Cidade-, uma balada pop roqueira. -Fênix- provavelmente é a síntese de todo o experimentalismo do conjunto, na psicodelia meets at Clube da Esquina. E tem vocal do pianista e tecladista Bernardo, filho de Renato Cipriano, um dos principais engenheiros de som do mundo e que é vencedor de dois prêmios Grammy, além de assinar a produção do trabalho. O disco fecha com mais um experimentalismo, uma canção quase vinheta que retoma a música do miolo e não por acaso se chama -Retorno Para O Homem Invisível-. Agora junte toda a diversidade de elementos colocados acima em um caldeirão e extraia canções (sabe aquela tradição de se compor canções? Pois é, essa mesma). Isso é -CHARLES-, e isso é a Daparte.

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